Claro quer pendurar a conta da crise nos trabalhadores

Postado por: admin Categoria: Notícias

pendurar.contasAo fim de dois dias de intensos debates entre os integrantes da Comissão de Negociações da Fenattel e os representantes da Claro, não foi possível construir um entendimento e formular uma proposta de acordo digna de ser discutida em assembleia dos trabalhadores, na reunião realizada nos dias 30/11 e 1/12, em São Paulo.

A primeira reunião realizada no início de novembro terminou com uma proposta pífia da empresa de reajuste salarial de 6% na data base (set/15) e de 6% sobre o valor do auxílio creche e do auxílio educação especial em jan/16. Quanto ao vale alimentação a empresa propôs na ocasião congelar os valores atualmente praticados e ofereceu um abono de 500 reais.

Reajuste no conta-gotas

Já nessa segunda reunião a proposta adotou o estilo conta-gotas: a empresa passou o reajuste de 6,0% para 6,5% na data base, com uma segunda parcela de 1,4% em Jan/16 e um abono correspondente a 18% do salário.

Ficou evidente que a empresa não avançou apostando que as assembleias da VIVO aceitassem as migalhas daquela empresa. Só que na VIVO uma proposta similar foi recusada em massa pelos trabalhadores que, inclusive, aprovaram indicativo de greve para o dia 14/12.

Zero de reajuste no Vale Alimentação/Refeição

A empresa ainda propôs corrigir os valores do auxílio creche e do auxílio educação especial da Embratel em 6,5% e os novos valores passariam a valer também para a Claro já a partir de set/15. Mas o vale alimentação permaneceria sem qualquer alteração, como se os preços de alimentos não estivessem subindo todo dia! Em troca, apenas um abono indenizatório de até R$ 740,00.

O saldo só não foi mais desastroso porque os dirigentes sindicais conseguiram garantir a manutenção de uma série de benefícios e condições que a empresa procurava retirar dos trabalhadores no processo de unificação dos acordos da Claro e da Embratel. Assim, ficaram assegurados, para aqueles que já tinham direito ao benefício, o adiantamento parcelado de férias e o auxílio creche para os empregados pais. Além disso, benefícios ou condições que somente existiam em uma das empresas foi estendido para a outra, ainda que com algumas modificações, como a salvaguarda aos aposentáveis, por exemplo.

Retrocessos, não!

Não bastasse congelar o vale alimentação, a empresa ainda quer pagar horas extras somente com os adicionais já previstos na lei, prejudicando aqueles que estendem sua jornada de trabalho para atender as necessidades da empresa. E quanto ao banco de horas, a empresa também quer adotar o modelo menos benéfico aos trabalhadores.

A bancada sindical manifestou seu profundo descontentamento com a proposta da empresa por deixar de atender questões essenciais como a reposição integral das perdas (INPC) e, por zerar mais uma vez o reajuste dos valores do programa de alimentação. Esperamos que nesses próximos dias a Claro recobre o bom senso, refaça suas contas, reavalie suas premissas e retorne à mesa de negociação. Afinal de contas, esta foi apenas nossa segunda rodada de debates.

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