Sessenta e um anos depois

Postado por: admin Categoria: Notícias

getulio.vargasNo dia 24 de agosto de 1954 um tiro mudou a história do nosso país. Sob ataque permanente da mídia, o presidente Getúlio Vargas suicidava-se.

O tiro, como analisam muitos historiadores e cientistas sociais, adiou por 10 anos o golpe militar que, em 1964, estabeleceria uma ditadura de quase 30 anos no Brasil. O Sistema Globo foi um dos primeiros a apoiar o golpe.

Sessenta e um ano depois, muitas mudanças ocorreram no campo social, na tecnologia, na política. Mas pouco ou quase nada mudou em relação à democratização da mídia. O jornal Globo, decisivo no momento do golpe, continua querendo ocupar o lugar do Estado, definindo quem deve governar o país, protegendo políticos corruptos que lhe dão suporte e expondo à execração pública os que não seguem os seu ditames.

Uma frase proferida em 1950 pelo político e jornalista Carlos Lacerda, opositor ferrenho de Getúlio, lembra exatamente o momento que vivemos hoje. Disse ele: “O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”.

Qualquer semelhança com o que professam os adversários do governo Dilma não é mera coincidência.

A legislação que rege as comunicações em nosso país é de 1962. Ou seja, anacrônica, carcomida e que só serve aos interesses daqueles que lutam e sempre lutaram contra a democratização do país. E a democratização da mídia é fundamental para que o Brasil avance no caminho da democracia.

O Instituto Telecom considera que a democratização da mídia e a universalização da banda larga são dois movimentos com o mesmo objetivo: garantir que nunca mais um regime de exceção seja imposto ao país e que a mídia independente tenha um papel importante na consolidação democrática. Mas, jamais, como dona das mentes e ideias dos brasileiros.

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