Uma homenagem do Sinttel a todas as mulheres trabalhadoras

Postado por: admin Categoria: Notícias

mulheresTodo dia é dia da mulher, mas o 8 de março foi estabelecido como “Dia Internacional da Mulher” como marco em celebração da luta contra toda forma de opressão contra a mulher, especialmente a mulher trabalhadora.

Em 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque entraram em greve reivindicando melhores condições de trabalho, tais como: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com extrema violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato covarde e desumano.

Em homenagem, o Sinttel resgata publicação da Carta Potiguar com um breve perfil de 10 mulheres potiguares que fizeram história:

CLARA CAMARÃO – Indígena brasileira, provavelmente da tribo potiguar no bairro de Igapó na cidade do Natal, então Capitania do Rio Grande, nascida na metade do século XVII e catequizada por padres jesuítas juntamente com seu marido, Filipe Camarão, adotando o mesmo sobrenome que ele. É considerada uma das percussoras do feminismo no Brasil, já que ela rompeu barreiras, acabando com a divisão de trabalho da tribo ao se afastar dos afazeres domésticos para participar de batalhas junto ao seu marido durante as invasões holandesas em Olinda e no Recife. Clara também liderou um grupo de guerreiras nativas na luta contra os holandeses durante a colonização na cidade Porto Calvo, no estado de Alagoas, em 1637. Não há registro do local e data de sua morte.

NÍSIA FLORESTA – Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, (Papari, RN, atual Nísia Floresta, 12 de outubro de 1810 — Bonsecours, França, 24 de abril de 1885) foi uma educadora, escritora e poetisa potiguar. É considerada uma pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços público e privado publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.

AUTA DE SOUZA (Macaíba, 12 de setembro de 1876 — Natal, 7 de fevereiro de 1901) – poetisa brasileira da segunda geração romântica, autora de Horto. Escrevia poemas românticos com alguma influência simbolista, e de alto valor estético. Segundo Luís da Câmara Cascudo, é “a maior poetisa mística do Brasil”. Irmã dos políticos norte-rio-grandenses Elói de Sousa e Henrique Castriciano, Auta faleceu aos 24 anos vitimada pela tuberculose.

CELINA GUIMARÃES – A primeira eleitora do Brasil, alistando-se aos 29 anos de idade. Com advento da Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte foi o primeiro estado que estabeleceu que não haveria distinção de sexo para o exercício do sufrágio. Assim, em 25 de novembro de 1927, na cidade de Mossoró, foi incluído o nome de Celina Guimarães Vianna na lista dos eleitores do Rio Grande do Norte. O fato repercutiu mundialmente, por se tratar não somente da primeira eleitora do Brasil, como da América Latina.

ALZIRA SORIANO (Jardim de Angicos, 29 de abril de 1897 — Jardim de Angicos, 28 de maio de 1963) foi uma política brasileira. Alzira disputou em 1928, aos 32 anos, as eleições para prefeito de Lajes pelo Partido Republicano, vencendo o referido pleito com 60% dos votos. Foi a primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade, segundo notícia publicada na época pelo jornal norte-americano “The New York Times”. Alzira exerceu o cargo por apenas um ano; em 1930, descontente com a eleição de Getúlio Vargas, ela deixou a função. Apenas dois anos depois disso, em 1932, mulheres conquistariam o direito de votar. Em 1947, voltou a exercer um mandato de vereadora do município de Jardim de Angicos, cargo para o qual foi eleita três vezes.

JOANNA BESSA – A primeira Vereadora do Brasil, Joana nasceu em 26 de Setembro de 1898, filha de José Marcolino Bessa e Emília Rosa Botão. Ela foi a primeira eleitora de Pau dos Ferros, um pequeno município de Jaú, e, em 1927, a primeira intendente municipal. Foi eleita em 2 de setembro de 1928 com 725 votos. Joana foi a primeira mulher do Rio Grande do Norte e do Brasil a se eleger Vereadora, já que, na época, esse cargo era denominado de Intendente. Faleceu em 01 de novembro de 1998 aos 102 anos.

MARIA DO CÉU FERNANDES DE ARAÚJO – Nascida na cidade de Currais Novos, em 6 de outubro de 1910, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de deputada na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, e por extensão, também a primeira deputada estadual mulher no Brasil. Eleita com 12.058 votos, teve seu mandato cassado em 1937, por discordância das idéias getulistas durante o Estado Novo.

DONA MILITANA (São Gonçalo do Amarante, 19 de março de 1925 — São Gonçalo do Amarante, 19 de junho de 2010) – Cantora de versos brasileira, considerada por muitos a maior romanceira do Brasil. Na década de 1990, o folclorista Deífilo Gurgel conheceu os cantos de Dona Militana e permitiu que o país inteiro conhecesse o talento dela. A romanceira chegou a gravar um CD triplo intitulado “Cantares”, lançado em São Paulo e Rio de Janeiro. Críticos e jornalistas de grandes jornais brasileiros se renderam aos encantos e a peculiaridade da voz de Dona Militana. Em setembro de 2005, ela recebeu das mãos do presidente Lula a Comenda Máxima da Cultura Popular, em Brasília.

ADEMILDE FONSECA (São Gonçalo do Amarante, 4 de março de 1921 — Rio de Janeiro, 27 de março de 2012) – Cantora cujas interpretações a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a “Rainha do choro”. Trabalhou por mais de dez anos na TV Tupi e seus discos renderam mais de meio milhão de cópias. Além de fazer sucesso em terras nacionais, regravou grandes sucessos internacionais e se apresentou em outros países. Faleceu de infarto fulminante em sua casa, no Rio de Janeiro, poucos dias depois de completar 91 anos.

DEBORAH SEABRA – A primeira professora com síndrome de Down no Brasil, segundo a Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte. Ela é professora auxiliar de desenvolvimento infantil há nove anos e acaba de publicar o livro “Déborah conta histórias”, da editora Alfaguara.

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