Instituto Telecom: Incompetência da Oi

Postado por: admin Categoria: Notícias

vexame“O melhor negócio do mundo é uma empresa de telecomunicações bem administrada. E o segundo melhor negócio do mundo é uma empresa de telecomunicações mal administrada”.

A frase, dita pelo advogado Gaspar Vianna ainda na década de 1990, é uma adaptação da frase de um dos mais bem sucedidos empresários do mundo capitalista, John David Rockefeller. Quando se trata da Oi, contudo, até o impossível acontece.

Herdeira do grupo que, em 1998, durante o processo de privatização do Sistema Telebrás, foi montado para NÃO ganhar a concessão, a Oi (então Telemar) acabou levando 16 estados da Federação com apenas 1% de ágio sobre o valor proposto para a venda das empresas de telecomunicações que compunham essa área. Os recursos vieram, em boa parte, dos cofres públicos.

Em 2008, quando assumiu o controle da Brasil Telecom, a empresa se comprometeu a investir em pesquisa e na compra de equipamentos nacionais. Nada disso ocorreu. Ciência e tecnologia brasileiras nem de longe estiveram entre as suas prioridades.

Em 2010, quando estabeleceu sua parceria com a Portugal Telecom, prometeu mais uma vez investir em tecnologia, utilizando a expertise da empresa portuguesa para implementar fibra ótica na última milha. E ainda anunciou que a inclusão no cenário internacional, aportando nos países africanos, seria um dos seus desafios. De novo, nada aconteceu. Foi um fracasso total.

A verdade é que enquanto o Grupo Claro e o Grupo Telefonica dividiam entre si a América Latina, a Oi simplesmente ignorou esses movimentos e deu no que deu: prejuízo. Até novembro de 2015 a empresa acumulava um prejuízo de R$ 797 milhões. Ocorre que a receita líquida total da Oi em 2013 e 2014 foi de cerca de R$ 29 bilhões. Como uma empresa que consegue produzir receitas nesses montantes acumula um prejuízo desse porte?

Uma das respostas está no nível de investimento da Oi. No acumulado de 2015 ela investiu R$ 2,9 bilhões, ou seja, uma diminuição de 25,9% em relação a 2014.

Outro aspecto é o alto grau de terceirização – a rede externa e o atendimento são ilegalmente terceirizados.

A Oi é uma das campeãs em reclamações dos usuários e quer transferir a conta dos prejuízos acumulados para as costas dos trabalhadores. Mas quem produziu as receitas bilionárias da Oi foram os trabalhadores, enquanto as trapalhadas e erros estratégicos e de investimentos são resultantes das várias administrações que mudam a cada momento.

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