Sinttel e Fenattel divulgam nota de repúdio às demissões no setor de telecomunicações

Postado por: admin Categoria: Notícias

nao.curtirOs sindicatos filiados à Fenattel – Federação Nacional dos Trabalhadores em Telecomunicações – aprovaram a divulgação de nota de repúdio às demissões e à precarização do trabalho no setor, expressando sua indignação com o atual cenário de insegurança enfrentado pelos trabalhadores da categoria em razão das demissões que têm acontecido em número superior ao nível de rotatividade histórico. Leia a nota a seguir:

NOTA DE REPÚDIO ÀS DEMISSÕES E À PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NO SETOR DE TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL

A FENATTEL (Federação Nacional dos Trabalhadores em Telecomunicações) e 21 sindicatos filiados de todo país, reunidos em Recife-PE, vêm a público expressar o veemente repúdio de centenas de milhares de trabalhadores do setor de telecomunicações ameaçados de pagar com seus postos de trabalho o custo de um modelo de gestão concentrador da renda, pelo qual a cada ano, mais e mais operadoras transnacionais fundem suas operações, compram no exterior as controladoras daqui, unicamente para multiplicar a margem de lucro e a remessa de bilhões de dólares para suas matrizes, enquanto os que trabalham e geram essa riqueza são simplesmente descartados.

Desde a privatização do setor em 1998, ocorre a falta de proteção social, as empresas obtém vantagens e benesses do Tesouro, isenções, sem oferecer qualquer contrapartida social. A cada ano, milhares de postos de trabalho são cortados e a seguir outros tantos são precarizados sendo abertas vagas com piores condições de salário e trabalho.

As empresas não se cansam de inovar as mazelas, antes terceirizavam e retiravam direitos, e agora com a fusão GVT-VIVO, sinalizam que irão “primarizar” as atividades de instaladores, colocando-os como empregados diretos, no entanto sofrendo uma redução na massa salarial e benefícios de 30% abaixo do que os mesmos empregados recebiam nas terceirizadas.

Cabe aos trabalhadores expressarem seu firme repúdio a esse modelo, cerrarem fileiras ao lado de seus sindicatos e, através de firme mobilização, enfrentar as ameaças que esses dois gigantes das telecomunicações mundiais estão tentando impor, como por exemplo, a de reduzir drasticamente o pagamento da Participação em Lucros e Resultados.

O Movimento Sindical de Trabalhadores em Telecom não compactua com essa política de “dumping social”, que empobrece pais de família enquanto os lucros dos acionistas aumentam dia a dia. Isso já aconteceu com a mesma GVT que em poucos anos multiplicou os lucros da francesa Vivendi, agora comprada pela Telefónica da Espanha.

Pior é que o governo federal e a ANATEL fecham os olhos a isso e permitem que os tubarões do grande capital fazerem suas próprias leis, ignorando a legislação trabalhista do Brasil.

● Pela garantia de emprego e renda em todas as fusões de empresas.
● Contra a precarização dos empregos diretos ou terceirizados.
● Em defesa dos direitos e conquistas sociais dos trabalhadores.
● Pelo respeito aos Acordos Coletivos de Trabalho.
● Pela garantia do direito à livre sindicalização e organização.

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