Pandemia de coronavírus x Mudanças estruturais urgentes

Postado por: admin Categoria: Notícias

O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos publicou boletim de conjuntura, analisando o cenário econômico brasileiro com o avanço da COVID-19 no país.

Segundo o boletim, o ano de 2020 já entrou para a história como um momento de grave crise mundial, com impactos sem precedentes na economia e na sociedade. A origem da crise atual não está no colapso das bolsas de valores ou em guerras, nem no aumento do preço do petróleo ou das dívidas dos países subdesenvolvidos. Um vírus que se espalha rapidamente pelo mundo desdeao menos, o mês de janeiro, é o detonador de um tempo incerto e já alterou a rotina de bilhões de pessoas em todos os continentes do planeta. A evolução rápida da pandemia da Covid-19 tem exigido atitudes drásticas para a redução do contágio, visando promover o necessário isolamento social, o que implica a diminuição ou paralisação da produção de diversos ramos industriais e do comércio e atinge duramente a atividade econômica em escala global.

No Brasil, os impactos da Covid-19 têm sido terríveis sobre uma economia que ainda não se recuperou do biênio recessivo de 2015/16, seguido por três anos de baixo crescimento, e que carrega a herança histórica de alta informalidade do trabalho; desigualdade de renda; dependência dos fluxos de capitais estrangeiros e de tecnologia internacional; e condições precárias de vida para a maioria da população.

Com o novo cenário de pandemia, as projeções de várias instituições financeiras e do próprio governo apontam para um resultado negativo, ou próximo de zero, do PIB em 2020. Essas previsões, entretanto, ainda podem ser consideradas “otimistas”, dada a incerteza sobre a intensidade e a duração dos efeitos do coronavírus na economia brasileira. Mais grave, ainda, é a inépcia do governo federal em coordenar qualquer estratégia de mitigação dos efeitos da doença sobre as condições de vida da população – da descoordenação em relação às estratégias de contenção do contágio à incapacidade dos gestores da economia de efetivar políticas de transferência de renda e manutenção da vida na escala em que a situação requer.

Clique aqui e leia o boletim na íntegra.

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