Oi: Mais uma reestruturação

Postado por: admin Categoria: Notícias

oi.reestrutApós várias semanas de muita especulação e conversas de corredor, a Oi enfim resolveu formalizar que encontra-se em fase final de elaboração um processo de reestruturação organizacional da companhia que resultará, dentre vários outros cortes de custos, na redução do quadro de pessoal.

Em reunião realizada no dia de ontem (05/05), no Rio de Janeiro, dirigentes dos sindicatos filiados à Fenattel ouviram dos representantes da Oi uma exposição sobre os resultados da empresa, com especial ênfase nas dificuldades financeiras, como o prejuízo de R$ 5,3 bilhões, o rebaixamento do valor das ações da empresa para um valor inferior a R$ 1, além de um endividamento na ordem de R$ 55 bilhões. A empresa ainda detalhou as prioridades de seu Plano de Recuperação 2016-2018, cujos focos são convergência e digitalização, visando aumentar a base de clientes e a renegociação da dívida junto aos bancos credores.

A bancada sindical deixou claro que a Fenattel e seus sindicatos filiados são contrários a qualquer processo de reestruturação que traga impacto negativo na empregabilidade e que esta forma simplista de resolver os problemas da empresa não poderia dar certo. Os erros na gestão que levaram à companhia a esta precária situação são de responsabilidade única e exclusiva dos acionistas e de seus executivos. Não podemos, portanto, aceitar que os trabalhadores venham a pagar pelos pecados que não são seus. Ao contrário, se a empresa ainda está de pé, isto se deve à dedicação e à qualidade de seus milhares de trabalhadores.

Os dirigentes da empresa, no entanto, reiteraram não ser possível viabilizar a reestruturação organizacional da Oi sem uma redução no quadro de empregados (de 15% na média, mas variável estado a estado) e nos apresentaram uma proposta de condições excepcionais para a dispensa de empregados em função desta reorganização, a qual teria a validade para este mês de maio e compreenderia os empregados do grupo em todo o país (Oi S/A, Telemar Norte Leste, Brasil Telecom Multimídia e Oi Móvel):

1) Manutenção da assistência médica por 4 meses;
2) Manutenção do plano odontológico por 4 meses;
3) Extensão do seguro de vida por 4 meses;
4) Extensão do auxílio-creche por 3 meses; e
5) Parcela financeira de 0,20 salário por ano trabalhado, limitado a 4 salários.

Cientes da gravidade da situação e de quão adverso é o cenário para a empresa e para o mercado, os dirigentes sindicais concluíram por apresentar uma contraproposta e entabular uma negociação, com o objetivo de elevar as condições ofertadas aos trabalhadores que venham a ser atingidos pelo processo, impondo um ônus maior para a empresa. Ao final dos debates, a Oi apresentou sua proposta final para o chamado Plano de Proteção Social:

1) Vigência neste mês de maio;
2) Assistência médica/hospitalar/odontológica por 6 meses além do que já existe no acordo coletivo de trabalho;
3) Manutenção do seguro de vida e do auxílio-creche até 31/12/2016;
4) Parcela financeira de 0,30 salários por ano trabalhado com limite de 6 salários, além das condições existentes no acordo coletivo de trabalho;
5) Garantido o pagamento do aluguel do veículo no mês de maio;
6) Garantido o pagamento do tíquete refeição/alimentação no mês de maio;
7) Os trabalhadores que vierem a ser demitidos farão parte de um cadastro e participarão de processos futuros de seleção na própria Oi ou em suas coligadas/parceiras.

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